GRÊMIO: PEÇO MUITA SABEDORIA NA MONTAGEM DO PLANTEL 2015

Após a melancólica despedida do #BR14 com uma atuação lastimável, é chegado o momento de nos preocuparmos com o futuro: como será o Grêmio em 2015?

Pessoalmente, preferiria que o ex-presidente Fábio Koff e o futuro presidente Romildo Bolzan fossem mais claros e mais específicos acerca da inevitável e radical “mudança de fotografia” no plantel tricolor para a próxima temporada: afinal de contas, há jogadores que são muito ou pouco dispensáveis e não seria nada bom sermos forçados a abrir mão de uma “espinha dorsal” que nos desse uma segurança mínima para um ano que promete ser muito difícil.

Ao mesmo tempo (embora pareça pedir demais), adoraria poder ver um utópico consenso na torcida: entendo que precisamos crescer devagar (pelo no mucho) e continuadamente. Isso significa que é melhor criar condições quase perenes de podermos atingir grandes títulos na maioria das futuras temporadas do que permanecer nessa condição de “montanha russa” ou de “eletrocardiograma”, na qual alternamos temporadas muito próximas do topo com temporadas de um risco absurdo de nos instalarmos no limbo.

Defendo que a meta financeira seja sempre respeitada e jamais ultrapassada. E precisamos destinar parte de nossa receita para “pagarmos títulos”. Todavia, parece ser muito determinista e muito vago – ao mesmo tempo – estabelecer que precisamos reduzir 30% da folha de pagamento em 2015 para preservarmos uma necessária capacidade de endividamento.

Que os especialistas em gestão não enxerguem uma crítica nem uma contradição nas suas exigências técnicas aí: neste caso, a bola está com os homens do futebol, que costumam misturar o seu lado torcedor com as críticas de uma imprensa nem tão especializada assim e com o medo de perderem apoio politico dentro de um Conselho Deliberativo que peca pela alternância entre governismo e oposicionismo, além de uma cornetagem generalizada.

Sabemos que é dificílimo lidar com pessoas: tanto dirigentes quanto técnicos possuem experiência e intuição, mas tenho certeza de que todos os gremistas gostariam de conhecer critérios mais objetivos do que subjetivos de avaliação de jogadores. Temos avaliadores de desempenho, ex-atletas laureados, preparadores físicos e técnicos nas categorias de base que já passaram por vários clubes vitoriosos e um amplo conhecimento da cultura do clube aí acumuladas.

Quero crer que esse pessoal todo seja ouvido. Não vejo como positiva uma avaliação cabal de “vai ou fica” restrita apenas a Felipão, Murtosa, Ivo Wortmann, Rui Costa e Fábio Koff: apesar de parecerem cabeças privilegiadas e – de fato – serem os principais definidores da montagem do time, todos pensam de maneira muito parecida e, em situações extremas, um outro olhar é sempre muito importante.

É PRECISO SABER VIVER, GREMISTADA!

Gremistada querida,

Desta vez, irei cansar menos a beleza da nossa nação: dividirei uma série de considerações sobre o contexto que envolve o nosso TRICOLOR DOS PAMPAS em vários posts diferentes.

Temos muito o que falar sobre o clube e acho que todos irão querer debater cada tópico.

De maneira geral, serei polêmico, mas repleto de dados e de opiniões. Obviamente, todos têm o DEVER de contestar, de corrigir e de complementar algum equívoco ou alguma contradição.

A premissa básica é a seguinte:

Precisamos, com urgência, descer do pedestal: temos que admitir – com franqueza – que não somos mais um grande clube no presente.

Ao mesmo tempo, precisamos RECOMEÇAR com um CRESCIMENTO CONTINUADO, aceitando COMEÇAR DE BAIXO, até que possamos atingir um grau em que seja QUASE IMPOSSÍVEL RETROCEDER.

Já adianto que, não importando se as “cabeças” do clube na próxima década forem lideradas por Romildo, Homero ou alguém por vir, se quisermos estar QUASE SEMPRE deputado TÍTULOS (e Gauchão não é mais título há muito tempo), esse CHOQUE é VITAL.

Nos próximos posts, vou destrinchar melhor esses temas. ;)

GRÊMIO: BALANÇO 2014

Infelizmente, a bola pune: as derrotas do nosso Grêmio para Cruzeiro e Corinthians nos eliminaram da Libertadores 2015. :”(

Muitos gremistas esbravejam nas redes sociais da internet sobre preferirem não  enganar a si mesmos nem sentirem-se enganados pelo clube caso ele obtenha uma vaga à competição continental com um plantel de baixa qualidade. Pois eu penso no dinheiro extra e – sobretudo – na visibilidade de estar na vitrine: afinal de contas, se é ruim entrar na Libertadores sem chances de conquistá-la, muito, mas muito pior MESMO é estar fora dela.

Na hora H, no dia D, perdemos em casa para a Raposa. Na hora I, no dia E, perdemos um confronto direto para o alvinegro do Parque São Jorge. Na hora J, no dia F, o Tradicional Adversário passou a vencer na bacia das almas tanto dentro quanto fora de casa. Na hora K, no dia G, o Galo conquistou a Copa do Brasil, mas não abriu uma quinta vaga porque não entrará entre os quatro primeiros classificados ao final do Brasileirão 2014.

Não há nenhuma “teoria da conspiração” minimamente honesta que possa ser levada em consideração. Nem mesmo um suposto “azar”, pois as limitações que apresentamos durante toda a temporada apenas nos deram uma trégua no Grenal 403 e na goleada subsequente contra o lanterna e já rebaixado Criciúma.

Sempre tendo a torcer MUITO por QUALQUER dirigente, técnico e jogador que vista a nossa camiseta iluminada. No entanto, agora que a poeira baixou, já curado da decepção e da raiva, acho que o meu parecer sobre o plantel tricolor neste ano que se encerrará em dois domingos pode chegar a um bom equilíbrio.

GOLEIROS: em princípio, Marcelo Grohe me parece OK. Não é genial, mas é muito bom. Prata da casa, maduro, identificado com a torcida.

LATERAIS: Pará é fraco, mas todos os seus reservas e os guris da base são piores. Contratar para a posição urge. E, caso o salário do Marcos Véio seja alto demais para um reserva, prefiro negociá-lo. Pelo lado esquerdo, temos que ver se o interminável, qualificado e cidadão Zé Roberto permanecerá. Esse é outro que não possui banco. Mas, de todos os jogadores caros, até por ser exemplar, este seria a minha opção para manter.

ZAGUEIROS: Rhodolfo é muito bom. No entanto, ele não possui reserva. Geromel, infelizmente, não permanecerá, pois é muito caro e tem propostas de vários clubes. Douglas Grolli e Saimon estão muito aquém do nível exigido por um grande clube e não me servem nem como reservas. Já o sempre criticado Bressan é promissor e está aprendendo. Eu começaria a temporada com ele ao lado de Rhodolfo, mas contrataria um reserva e subiria um ou dois da base.

CENTROMÉDIOS: esta é a posição mais carente do clube. Ramiro erra passes demais, não tem velocidade e é constantemente envolvido pelos meias adversários. Fellipe Bastos é bom jogador, mas não é veloz e alterna altos e baixos. Riveros é maduro e tem personalidade, um ótimo pé canhoto, avança com qualidade, mas é lento e não aguenta os 90 minutos. Edinho nem no banco tem ficado. Precisamos de pelo menos dois novos jogadores para a posição, com mais passe, mais velocidade e mais vitalidade. Os únicos que possuem essas características são Matheus Biteco (mais técnico e mais veloz) e a grande revelação da temporada, o jovem Walace, que terão um futuro brilhante.

MEIAS: Alan Ruiz é lento e caro. Giuliano precisa se curar para desempenhar o seu melhor. Luan deveria ser vendido, pois não acredito que irá vingar e é preciso aproveitar o momento em que ele tem sido constantemente convocado para as seleções de base. Na falta de alguém da base, precisamos contratar.

ATACANTES: Barcos é dedicado, porém caro e apresenta muitas dificuldades contra adversários de alto nível, justamente quando mais precisamos dele. Gosto da pessoa, respeito o homem e valorizo algumas qualidades do jogador. O complicador é que todos os outros são bem piores do que o Pirata. Dudu não sabe arrematar e só consegue jogar em velocidade contra times desorganizados. Além disso, é muito caro e não vale nem metade dos seis milhões de euros que o Dínamo Kiev pede por ele. Lucas Coelho é fraquíssimo.

Com menos dinheiro e com uma torcida bastante cética, eu aconselharia a direção a manter Grohe (e os goleiros reservas), Pará (com possibilidade de ser reserva), Zé Roberto, Rhodolfo, Bressan, Matheus Biteco, Walace, Ramiro (como reserva), Giuliano e Barcos (de preferência como reserva). Daí para a frente, precisamos aproveitar muitos guris das categorias de base e fazermos contratações para compor o grupo. Precisamos investir pesado em um meia.

[B14 34ª] CRICIÚMA 0x3 GRÊMIO

Mesmo a prazo, em duas prestações, Felipão conseguiu devolver os 7×1.

Não para a Alemanha. Não por uma seleção qualquer mas, sim, pelo clube da sua vida: depois de uma insofismável TUNDA DE LAÇO no #Grenal403 .

Aí, vocês perguntam: “Mas como ‘devolveu’?! Vamos por partes:

– O Grêmio SAPECOU 4×1 no Tradicional Adversário após NOVE clássicos sem vitória em mais de QUATORZE MESES. Ainda neste século, já sofremos quatro gols deles em duas oportunidades.

No último clássico pelo Gauchão também disputado na nossa Arena, na saída, vi muitos gremistas exclamarem “NÃO AGUENTO MAIS PERDER PRA ELES!!!”.

Foi uma REDENÇÃO para um time que vinha desacreditado, pois cansou de vencer por uma única bola, com atuações bisonhas dos meias e dos atacantes, apesar de termos uma defesa hoje com o recorde de VINTE clean sheets (fichas limpa, ou jogos sem sofrer gols) em 34 rodadas.

– Na segunda parte dessa semana feliz, apenas seis dias depois do histórico clássico supra citado, na sempre perigosa MASMORRA do Heriberto Hülse (não por acaso apelidado de “Mini Bombonera”), 23 anos após a final da Copa do Brasil na qual o mesmo TIGRE, treinado pelo NOSSO Felipão, nos derrotara com o regulamento debaixo do braço, conseguimos EXORCIZAR mais um adversário ENCARDIDO, que sempre nos enfrentou com extrema TENSÃO, independentemente da qualidade ou da confiança desse time da região carbonífera sul-catarinense.

Os contestadíssimos Pará, Ramiro, Dudu e Luan jogaram bem ambas as partidas. Também pudemos repetir a mesma escalação por duas rodadas consecutivas e – se tudo der certo até a próxima quinta-feira – também poderemos repeti-la em mais um duelo pesado, em mais um jogo-CHAVE para o nosso SONHO do TRI DA AMÉRICA.

Apesar da DEBILIDADE TÉCNICA e da FRAGILIDADE EMOCIONAL dos jogadores do Tigre em função de ocuparem a LANTERNA do Brasileirão 2014 como HABITUÉS do Z4 há uma considerável quantidade de rodadas, a confiança, a segurança e a mesma INICIATIVA do Grenal foram vistas ontem em Criciúma: tivemos novamente um Zé Roberto seguro na marcação, conhecedor dos ATALHOS que o seu corpo de 40 primaveras exige para poder manter-se saudável e participativo; voltamos a ter o nosso PIRATA como goleador, desta vez aparando de cabeça um ESCANTEIO (sim, senhorxs: conseguimos marcar um golo de corner após tanto tempo!) cobrado pelo próprio Z10; RAMIRO (quem diria: o jogador que mais erra passes em todo o plantel tricolor) voltou a marcar novamente, surgindo feito um RAIO como “efeito surpresa”, ocupando a posição de centroavante, invadindo a área  e tocando na saída do goleiro. E, pra completar, o LILLIPUTIANO Dudu abriu o placar após roubar a bola de um desatento zagueiro que, para a nossa felicidade, CHUPOU BALA na hora de dominar a bola e o nosso AZOUGUE vindo da Ucrânia ultrapassou-o em velocidade para tirar do goleiro com muita categoria.

Esses seis gols de saldo obtidos em duas partidas superaram imensamente a quantidade de partidas que o nosso TRICOLOR DOS PAMPAS levara para abrir a mesma meia dúzia de gols entre vários 0x0, uma derrota ou outra e um montão de partidas nas quais vencemos por uma única bola.

Felipão recuperou Z10 para a sua posição original, encontrou uma dupla de zaga sólida, conseguiu convencer Pará, Ramiro e Barcos a fazer o SIMPLES (pois só assim conseguem ENGANAR as suas próprias limitações em uma comovente demonstração de HUMILDADE E INTELIGÊNCIA) e revelou o centromédio WALACE, um menino com sapiência de veterano, que arrumou todo o posicionamento e a cobertura tanto do meio para a frente quanto do meio para trás, servindo tanto como uma obsessiva cobertura quanto um competente homem de transição, que marca com virilidade sem sofrer cartões e sem nenhum sobressalto emocional, iniciando os contra-ataques mediante um ótimo passe.

Passamos muito tempo reclamando da baixa qualidade técnica e do baixo envolvimento emocional do time para com a torcida. E com razão. Contudo, apesar de ainda não termos ganhado absolutamente NADA, em outras temporadas nas quais a disputa pelas vagas à Libertadores ou pelo título eram acirradas, infelizmente, éramos os primeiros a abdicarmos do prêmio máximo em função de uma sequência quase inexplicável de erros absurdos já na bacia das almas de cada torneio.

Desta vez, estamos aí, segurando o rojão: Fluminense, Atlético-MG, Internacional e Corinthians costumam marcar um ou três pontos na maioria das rodadas. Em outros tempos, o primeiro a se desgarrar era o Grêmio. Desta vez, ainda que faltem quatro longas e inquietantes rodadas, PARECE que vimos num crescente.

Pois que tudo continue assim. Mas, caso algo errado ocorra, vale lembrarmos-nos de que 2015 nos dá uma ESPERANÇA que há muito tempo não tínhamos diante de nosso olhos e corações. ;)

#GRE4x1NAL : A ARBITRAGEM QUASE AVACALHOU O JOGO

Mais claro impossível: Alan Ruiz provocou muitíssimo de leve os colorados ao dirigir-se para o banco de reservas colorado na comemoração do #QUATRILHOTRICOLOR. Porém, seu pai e sua namorada estavam na arquibancada inferior oeste, exatamente atrás da casamata cedida ao visitante.

No mais, um árbitro minimamente responsável pela sua atividade e pelo bom andamento da partida teria expulsado Willians (que bateu até na sombra de sua mãe com várias reincidências) e o próprio D’Alessandro que, ao perceber que a vaca já havia ido para o brejo, deu um VASSOURÃO sem bola em Fellipe Bastos.

Catimba por catimba, os argentinos empatam. Contudo, D’Alessandro é covarde e ardiloso, pois procura sempre tirar o seu da reta com muitas desfaçatez, procurando sempre arrastar algum(ns) adversário(s) consigo, ludibriando a arbitragem.

Sempre que os jogadores adversários utilizam-se de sangue frio e inteligência suficientes para deixá-lo falando sozinho, ele apela para a violência. A pior coisa para um desequilibrado compulsivo é que o alvo da sua tentativa de picaretagem o olhe com serenidade, com indiferença e lhe dê uma lição de moral em poucas palavras, sem ofensas, sem olhar raivoso: foi assim contra o zagueiro corintiano (ex-Grêmio FBPA) William, após a final da Copa do Brasil de 2009, quando o pequeno argentino interpretou o patético papel de um pugilista e, à distância, o zagueirão alvinegro apenas sorria.

Ontem, ele repetiu a atitude infantil diante de Hernán Barcos, no primeiro “bolo”: ele fez menção de agredir o Pirata, que apenas esticou o seu braço para manter o capitão vermelho a uma distância confortável.

Tudo isso ocorreu porque Flávio de Oliveira e seu bandeira foram extremamente fracos: se D’Alessandro tivesse sido expulso logo após o “vassourão” em Fellipe Bastos, nada disso teria acontecido. Os ânimos acirraram-se e o campo de distorção da realidade colorada aumentou a reação e o interesse real do algoz Alan Ruiz quando o bandeira, que havia sugerido a Fellipe Bastos que denunciaria D’Alessandro a Flávio de Oliveira assim que a bola parasse, se fez de louco bem na hora em que foi assinalada a falta que Zé Roberto cobrou magistralmente para o 4º gol tricolor.

Fraco. Incompetente. Ao menos, honesto: o árbitro sequer considerou que Alan Ruiz tenha provocado o banco colorado.

É… Há muito o que consertar do outro lado.

Mas o ditado diz: “cada um com seus brinquedos”… #LOL